Sede: Rua 31 de Janeiro, n.º 54 6300-769 GUARDA Telf. 271 211 555E-mail: instituto.s.miguel@mail.telepac.pt | ||
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Escola
A Escola Regional Dr. José Dinis da Fonseca realizava, assim, a missão de cooperar com as famílias na educação física, intelectual e moral dos seus alunos. O desenvolvimento físico era favorecido pela situação da Escola, em pleno campo, a meia altitude, com todas as vantagens dum clima forte e seco, e ainda pela alimentação sadia e abundante. A educação moral, essencial à inteireza do carácter e ao aperfeiçoamento do sentido social e da formação cívica, teve sempre por base o conhecimento e a prática da religião católica. Como as Oficinas de S. Miguel se foram instalando nos modestos barracões entretanto adaptados, pequenas escolas de arte e ofícios, com as valências de serralharia, carpintaria, artes gráficas e encadernação, começaram a funcionar, ao lado da Escola que ministrava os curriculos oficiais de ensino. Formou-se assim no Outeiro de S. Miguel uma original comunidade onde crianças e jovens dos mais diversos quadrantes sociais conviviam fraternalmente, sem quaisquer preconceitos. Quando a sangria da emigração quase despovou as Beiras Interior e Litoral, foi a Escola solicitada para resolver muitos problemas provocados pela dispersão dos agregados familiares. Centenas e centenas de pais de família emigrados em vários países da Europa procuram na Escola Regional uma solução para a educação dos filhos que não queriam deixar ao abandono e confiavam essa missão a esta Escola que, em regime de internato, dava a esses alunos um autêntico ambiente familiar. Nunca se encarecerá demais a atitude desses pais que, trabalhando no estrangeiro, queriam que os filhos recebessem em Portugal a instrução e a formação adequadas à nossa tradicional maneira de ser. |
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Outeiro de S. Miguel, outrora um lugar quase solitário, começava, entretanto, a ver-se rodeado de um importante núcleo habitacional que punha à direcção da Escola problemas de solidariedade para com as famílias vizinhas, com filhos em idade escolar. Seria desumano não lhes abrir a Escola e obriga-los a procurar longe o que tinham perto. Com o decorrer dos anos, começou a Escola a ser também solicitada para se abrir a outros alunos da cidade e arredores, em regime de externato, sobretudo para aquelas famílias em que pai e mãe, trabalhando ambos, não podiam acompanhar os filhos nos estudos nem vigiar a assiduidade da sua frequência às aulas. A Escola Regional, sem deixar de garantir o regime de internato, adoptou assim os regimes de semi-internato e externato.
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